Terça-feira, 8 de Setembro de 2009

Hoje de manhã ouvi na rádio um novo anúncio da EMEL, empresa municipal.
 

No último ano tem sido constante a presença publicitária da Câmara Municipal de Lisboa, directamente ou através das empresas municipais, nos órgãos de comunicação social. Anúncios de televisão, spots de rádio, anúncios na imprensa e ainda encartes. De tudo tem sido usado para publicitar e propagandear acções do Município.
 

Desde campanhas muito necessárias, como a de sensibilização para a higiene urbana, até outras de importância questionável como a apresentação de documentos, mesmo que baptizados de estratégicos, têm sido vários os motivos para esta presença constante.
 

A isto devemos somar os múltiplos cartazes afixados pela Cidade, quer os da (pseudo) “obra a obra”, como os que acusavam outro órgão autárquico, a Assembleia Municipal, de não ter aprovado obras. (?!) Ou ainda os que anunciam lançamento de concursos para realização de obras em piscinas e outros equipamentos.
 

Destes cartazes muito podia ser dito, mas depois da colocação de um no interior do cemitério do Alto de S. João, o que mais poderá ser dito da mórbida frieza e insensibilidade dos responsáveis autárquicos?
 

Voltando aos anúncios, devo afirmar que não sou contra a utilização destes meios para que as Autarquias divulguem iniciativas ou façam sensibilização. São formas de comunicação eficazes e necessárias com os munícipes e outros.
 

Mas na actualidade colocam-se duas questões. Em primeiro lugar não se pode esquecer que António Costa continua com o discurso que a situação financeira da CML é frágil (termo que já agilizou para dar a ideia que resolveu algo). Para quem diz que os cofres da CML estavam completamente despidos e, desde inicio, anda com publicidade e propaganda a pergunta impõe-se: Então? Há dinheiro ou não?
 

A segunda questão está relacionada com os timings. A um mês das eleições continuam a lançar campanhas propagandísticas. Ora são anúncios da CML na televisão, ora são os da EMEL na rádio e outros meios. Mandava o bom senso (já para não falar em ética, antes que a palavra se gaste) que estas campanhas esperassem um mês para serem lançadas. Não sendo assim, sabe-se qual o objectivo: Propaganda Eleitoral.
 

Tudo isto é mais um exemplo da incoerência e demagogia que pululam nos actuais responsáveis autárquicos em Lisboa.
 

E só de lembrar o que se disse de Pedro Santana Lopes por colocar, ao longo do seu mandato, lonas em edifícios que estavam em obras!
 

Dois pesos e muita, demasiada, propaganda.
 



publicado por Rodrigo Saraiva às 10:57
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